TARDE QUENTE
Sabe aquelas coisas que vêm na mente sem que a gente queira?
Sentimentos que tomam nossa vida de maneira abrupta, dolorida e insuportável??
Loucuras que nem Freud explica???
E esses tais Ego, Id, Superego? Será que Kelly explica?
E a tal psicose e a tal neurose?
Deus me livre!!!
Quanta maluquice para uma cabeça só!!
Eu quero mergulhar meus cabelos num balde de gelos.
Quero voar com as águias pelas mais belas praias!
Queria um dia todo azul para embalar-me nos seus tons e sonhar sem acordar!
Dizem que é perigosa a tal liberdade porque exige-se responsabilidade.
Vale a pena o risco porque nunca se sabe o que há atrás dos montes.
25 de mar. de 2013
18 de jul. de 2012
L
Por que não conta para
mim seus segredos?
Falta-lhe o que para
partilhar?
Queria ser seu diário
nesse momento... Confessa-me o que lhe corre pela mente, coração e alma.Confesso-lhe que guardarei seus segredos. Serão só nossos.
Por que não quer meu colo? Meu ombro amigo e minhas palavras... ou meu silêncio?
Falta-lhe o que para confiar?
Queria ser seu travesseiro... molhe-me com suas doces lágrimas.
Confesso-lhe que o abraçarei durante toda a noite e ficarei calada.
Por que esconde de mim seus medos e dores?
Falta-lhe o que para me chamar?
Queria ser as quatro paredes do seu quarto. Olhar para você sem nada dizer. Apenas contemplá-lo nessa sua agoniante melancolia.
Confesso-lhe que ficarei quietinha em meus cantos
Por que ficou mudo?
Falta-lhe o que para gritar?
Queria ser as cordas do seu violão
Confesso-lhe que desejo ser tocada e soar o som de cada uma delas.
Ouvi-lo em silêncio, mas dar-lhe a certeza de que estou ali, bem pertinho de você
Conte comigo.
Do que você tem medo? Queria ser bem mais do que uma espectadora dos acontecimentos. Lembra que disse que estive longe? Por que agora duvida? O que lhe dá medo? Por que esse medo?
Ah, telefone... Seu som me faz falta!! Suas letras sumiram, se foram, fugiram...
Seus números parecem apagados. Inexistentes. Embaralhados.
Divida comigo suas amarguras, suas lutas, seus medos, suas dores, suas lágrimas, suas derrotas, suas falhas, seus temores, suas alegrias, seus sonhos, seus desejos.
Não acha que para dois a bagagem fica mais leve?
Quanto tempo mais?!?!
Por que tantas dúvidas?!?!
16 de jul. de 2012
Momentos de ausência com justificativas injustificáveis...afinal, há de se ter tempo para tudo.
Mas a vida muitas vezes obriga paradas. Sejam elas para reflexão, sejam elas para introspecção, sejam elas para decisões ou simplesmente para suspensões.
Foram diversos os acontecimentos.
Dor, alegria, idas, vindas, retornos, provas, sofrimento, obrigações sem fim.
Risos, choros, encontros, desencontros, paradas, reflexões, futuro e passado presentes.
Que sejam lições úteis as tomadas.
Que sirva de exemplos para o futuro que se aproxima. Ele vem, inesperado e rápido. Atenção. Voltar e continuar. Há muito o que se dizer.27 de set. de 2011
O início foi inusitado, pois sempre se acredita que as coisas devam seguir uma reta, pelo menos é o que muitas vezes se espera. Mas, dessa vez não houve regra.
Num barulho gigantesco; passos frenéticos; vozes altas; músicas sem parar.......De repente...olhos que se detêm. Como num pulo de gato, agora à frente. Silêncio. Apenas os olhos falam.
Quando nem se percebe lá estão. Uma noite, duas noites...A terceira não existe. Mudanças nos planos, nos atos, nas falas, no cenário.
Momentos de risos (muitos), pulos, gritos, romance, alegria...
Foram-se.
Distanciaram-se.
Para nunca mais?!?!
Ninguém soube dizer.
Mas, conspiravam outros a dizer sim.
Trocas, letras, vozes...que, de repente se emudecem; acabou a tinta.
Passam-se as horas, e horas e muitas horas.
Mas...Como num pulo de gato, de novo.
Será igual? Peguntas ecoam. Ninguém sabe.
Passam-se mais horas, e algumas poucas horas.
Sim, de novo.
Mais frequência, mais letras, mais bocas, mais vozes e mais...
Confabulam... Deu certo... parecia que não iria dar.
Cúmplices; fechados; minutos; ...
Esquecerão? Retornarão? Ninguém sabe. Alguém saberá?
Mas há hiatos. Pensamentos que não se cansam. Tudo é turbilhão.
Quem saberá?
1 de abr. de 2010
Inspiração??
A inspiração nem sempre aparece.
E quando vem, cadê o papel e a caneta? Nada por perto.
O jeito é tratar de prendê-la na mente, agarrá-la pela saia e não a deixar fugir. Correr para o pc e começar a soltá-la aos poucos, letra por letra.
Mas, quando se percebe, era uma inspiração fajuta. Tentou enganar e conseguiu.
Vou dormir.
Boa noite
23 de mar. de 2010
No jardim do poeta
Quando a madrugada se aproxima, começo a disparar o gatilho dos pensamentos.
E sempre da cabeça sai alguma coisa.
Ei-lo:
No jardim do poeta têm flores matinais; aquelas que logo vêm desejar um bom dia; existem outras que chegam um pouco depois; e ainda têm aquelas que durante a noite iluminam com sua luz o adormecer.
Para o poeta, não há hora, não há data, nem pressa, nem demora; não há tempo ruim, nem a falta dele, nem fim.
O bom mesmo é que no jardim da poesia as flores são de todos os tipos, cores, perfumes e belezas. E, o que importa é a diversidade e a atenção dispensada a cada uma.
Não há a preferida. No jardim do poeta as flores são iguais. Umas requerem mais atenção e cuidado, outras cuidam e mantêm o poeta vivo. Iluminam os dias, as tardes, as noites.
Outras se cansam mais rapidamente e se recolhem mais cedo.
No jardim do poeta a única coisa que não pode existir é a solidão.
AneCar
Tarde
Numa tarde de temperatura amena, quase nada para fazer, leituras aleatórias, pensamentos vagos, tudo parece ter perdido o sentido.
Ele pega seu bloco, uma caneta e começa a redigir palavras sem nexo. Discorre pelas folhas em branco aquilo que sua mente vai trazendo à tona.
Um pouco de loucura salta do papel;
Palavras desvairadas pulam no ar.
Parece que sua mente não consegue se ater a algo que seja conciso nem inteligível.
Rasga os papéis.
Mas, de repente, começa a pensar mais uma vez.
Então para. Respira fundo. Pega a caneta, troca o bloco por um caderno. Agora ele pensa que trocando de papéis a coisa também muda.
Reinicia sua escrita e ... .... ...
As ideias se foram.
Fugiram como se uma tempestade tivesse alastrado seu mente.
Já não consegue pensar em mais nada.
Pega o carderno, a caneta e joga no lixo.
Sai da sala e vai beber ar puro na rua.
Ane Car 22 de mar. de 2010
Vagueio noturno
Há um rio que me leva a lugares existentes apenas em meu louco pensamento.
Nele posso viajar sozinha e pensar na vida.
O que vejo adiante, apenas meus olhos podem contemplar.
O infinito desdobrando-se diante de mim. A exaustão que me faz parar para pensar. Mas eu não quero. Quero ir mais longe. Percorrer seus braços; nadar pelos seus deltas; parar em sua margem; respirar seu ar e seu cheiro; contemplar seu encontro com o mar; admirar-te ao vê-lo com o mar se misturar.
20 de mar. de 2010
Pensamentos vagos
Nas madrugadas frias e solitárias
Meus pensamentos começam a vir de encontro às minhas mãos
Destas, saem pensamentos falados, escritos.
A mente inicia processos de bucolismo, melancolia e monotonia
Penso em desistir, mas, para quê??
Deixo-me ser levada até onde os pensamentos querem
Deixo-os livres
Alguns se misturam a outros
Confusão
Será que está tarde?? Sei lá.
Que horas são? Também não importa saber.
Durmo pouco, pois a mente não para seu funcionamento
Acordo com sono, pois os pensamentos não me deixaram contar carneirinhos
Faço um balanço do dia e vejo se houve produtividade
Às vezes riu para o nada e vejo que nada fiz
Terá sido perda de tempo?
Aquela conversa que tive não surtiu efeito; o e-mail que enviei não foi lido, a mensagem que deixei não foi respondida, ...
Acho que eu não fui clara. Mas será mesmo?! Escrevi tanto; falei tanto, tentei ser mais coerente possível. Ah, não importa
Vou parar de explicar
Vejo que muitas vezes falo às paredes
O que me importa o que se pensa? Se não entendeu, que fique sem explicações.
Vou parar de me explicar
Parar de ser Dona Explicativa
Chega
O sono chegou!!!!!!!
AneCar
A canção que me faz lembrar você
Ouço uma canção que me faz lembrar você
Penso naquele dia em que, ouvindo a melodia, via-me diante dos seus olhos; dentro deles
Enxergar-me dentro deles parecia mágica
Ria porque estava nervosa
Segurava as suas mãos com força para disfarçar tanta emoção suada pelas minhas
Você apenas me olhava, mas nada dizia
Isso fazia com que eu tremesse ainda mais e mais gotas brotavam das minhas mãos
Você esperava, com aquele sorriso de canto, que eu me aproximasse
Com o seu olhar, me chamava para mais perto
Senti, então, que das suas mãos gotas pingavam
Dos seus olhos mágicos uma onda vinha em minha direção
Não fugi, não tive medo
Confiei no seu olhar e me entreguei
O som da canção foi cortado pelo pulsar forte dos nossos corações
E cada vez mais se fazia ouvir à medida que nossas mãos, olhos, corpo e alma se aproximavam
Os nossos corações pulsavam cada vez mais e com mais força
E, quando o beijo, o primeiro beijo ia nascer
Acordei
Na minha boca, sentia o gosto do beijo que não foi consumado
A canção havia se dissipado
suas mãos já não estavam mais agarradas às minhas
Nem seu olhar mágico me encantava
O som que era ouvido, era apenas o do meu coração gritando o seu nome.
19 de mar. de 2010
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